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Perene

  • Foto do escritor: Keyane Dias
    Keyane Dias
  • 21 de ago.
  • 1 min de leitura

Há uma saudade antiga que não se cansa de me abrir por dentro.

Uma saudade mais velha que a minha rebentação.


Ela tem cheiro de sol a pino, que faz suar pele seca,

e gosto de terra que avoa em vento sem direção.


Mata minha curiosa sede,

queima minha pressa,

fala por mim [comigo]

e também versa.


Em verdade nem mesmo sei

se é saudade o que sinto.

Não deram nome aos sentidos

por onde a pressinto.


Ela é antiga,

é íntima,

é sempre.


Talvez seja lembrança,

talvez seja devir,

talvez seja mesmo...

saudade.

 
 
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