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Proletária

  • Foto do escritor: Natymagaa
    Natymagaa
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Proletária, usam sua força de trabalho


Proletária, uma miséria esse salário


Proletária, mulheres e a prole abandonada


Proletária, não podemos ficar cansadas


A proletária como uma pedaço de carne numa tábua sendo golpeada repetidas

vezes até ficar amaciada, ou seria abatida?


Abatida, sangrando, moída, esmagada, até que possa ser comercializada e

consumida pelo vil desejo de mentes sanguinárias


Proletária, em dia de liquidação garimpando o consumo que lhe é subtraído


Proletária não se iluda, todo dia é dia de luta


Não se engane ao ler minhas palavras, estou apenas retratando uma categoria

amortalhada


Para dizer que não nos cabe vestir esses trapos antigos, esse discurso moralista de

gente sem índole e sem princípios


Sem base para construção, focam no extermínio de tantos grupos da nação


Mas não tem volta homem primata, sua doença já foi diagnosticada


Uma ferida aberta em putrefação, exala cheiro de morte


Aqui nessa terra estão nos lançando a sorte


Mas estamos atentas e já constatamos o golpe


Movemos a economia renegadas em desolação


Não precisa de contabilidade pra entender que a alforria se revestiu em tributação


Que o teu suor escorre para o bolso do sistema


Esse cárcere que te condena, todo dia a uma pena, sem viés para ressocialização


Proletária se une às trabalhadoras por melhores condições de vida


Proletária dona de casa, que sina desgraçada


Sem remuneração pelas horas dedicadas


Proletária, seca as lágrimas e levanta a cabeça que hoje é dia de luta


É isso sempre, do anoitecer ao raiar do dia


Balde na cabeça virou música na Bahia


Um cotidiano, uma maneira forçada de vida


Leis e decretos postergando nossas agonias


Direitos humanos é pra teóricos e suas dissertações


Proletária não tem direito a escola e sua suposta educação


Vamos parindo as filhas da justiça


Lançando na balança os frutos da vida


Cortando o cordão umbilical da exploração


Por nossas vidas, nossos corpos, nossa emancipação.

 
 
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