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Vazio Fatal

  • Foto do escritor: Laura Sisterolli
    Laura Sisterolli
  • há 7 dias
  • 1 min de leitura

Falei hoje com o vazio.

E o observei, atenta.

Preenchia almas aprisionadas.

Que, a fim de se libertarem,

buscavam em um futuro externo

a plenitude que lhes escapava 

da ausência do presente.

Seus olhos, sem brilho,

Estavam fixos em telas da ilusão.

Não se inspiravam com o voo dos pássaros.

Nem eram tocados pelo sofrimento da velha suja,

que passava implorando por um lanche.

Do alto de seus pedestais a julgavam.

E, sem conhecer sua realidade, 

diziam que era vagabunda e que não trabalhava

porque era preguiçosa.

O sol jazia morto em seus corações.

Se escondiam atrás de títulos e palavras bonitas,

sem nunca duvidar de sua bondade.

Afinal, eram honestos e cuidavam dos seus.

E, assim, o vazio, aparentemente inocente,

aos poucos se transformou em egoísmo,

Daqueles que mata a justiça

e tira o sentido da vida.


 
 
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